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Taxi Driver
written on sábado, 16 de agosto de 2014 @ 06:56 ✈
Direção: Martin Scorsese Roteiro: Paul Schrader Elenco: Robert De Niro, Jodie Foster, Cybill Shepherd Prod.: Julia & Michael Phillips Foto: Michael Chapman Trilha: Bernard Herrmann Ano: 1976 Montagem: Tom Rolf & Melvin Shapiro País: EUA Gênero: Crime/Drama
Se eu tivesse que apontar algo que mais me chamou a atenção em "Taxi Driver", sem uma sombra de dúvidas seriam os movimentos de câmera. Scorsese mudou completamente a minha opinião em relação a zooms óbvios. Ele utiliza cada plano de forma muito sábia, escolhendo cuidadosamente seus tempos, deslocamentos, e intensidades, que crescem junto ao temperamento de Travis.
Algo que me interessou muito foi a questão do taxista que observa. Essa questão do transporte público, das linhas que dividem o coletivo do individual, sempre me interessaram muito (inclusive é o que eu trabalho na minha inciação científica e em outros projetos pessoais), e é muito interessante de se observar isso num filme em que este personagem é extremamente bem construído.
De Niro, Foster e Cybill foram geniais, de fato, mas, pelo menos para mim, os personagens tomaram mais espaço do que a própria história. Por fim, o filme não é um clássico à toa!0 comentários | topoPrecisamos falar sobre Kevin
written on @ 06:39 ✈
Elenco: Tilda Swinton, John C. Reilly, Ezra Miller, Jasper Newell Prod.: Luc Roeg Foto: Seamus Mcgarvy Trilha: Jonny Greenwood Ano: 2011 País: EUA Gênero: Drama/Suspense
Genial.
Eu sentei no sofá já esperando um grande filme, não vou mentir. Água, comida, caderninho de anotações e celular desligado, estava tudo na mesinha de centro garantindo que eu não tivesse nenhum motivo pra levantar. E realmente não tive.
Se uma das coisas que eu reparo muito em todo filme que assisto é o ritmo não só dos acontecimentos, mas dos próprios planos, "Precisamos falar sobre Kevin" me mostrou que flashbacks podem ser costurados discretamente e de forma incrivelmente inteligente, estruturando um suspense arrebatador. A sutura de planos também foi muito bem pensada, com closes intensos substituindo ambientações desnecessárias. Plano-contra-plano ora de rosto inteiro de uma personagem, e da outra só os detalhes. Porque é isso o que importa. Não é preciso contextualizar o tempo todo.
No mais, foi com certeza um dos meus filmes favoritos do ano todo.
PS: Reparem na cena da lichia!
Avaliação final: ★★★★★
1 comentários | topoLost in Translation
written on segunda-feira, 11 de agosto de 2014 @ 12:12 ✈
Direção e roteiro: Sofia Coppola
Elenco: Bill Murray, Scarlett Johanssen
Prod.: Sofia Coppola & Ross Katz
Foto: Lance Acord
Ano: 2003
País: EUA/Japão
Gênero: Comédia-Drama/Independente
Enredo simples e temática acessível. As personagens principais (Charlotte e Bob) ganham corpo a medida em que se relacionam, se armando, basicamente, de perfis parecidos. Ambos não vêem mais tanto sentido em seus casamentos, apesar de não demostrarem interesse em fazer algo a respeito, e tudo acaba refletindo nesta mesma falta de esforço: eles se deixam levar.
Me agradou muito o fato da história se focar em um elemento específico e trabalhá-lo bem, acho que se houvesse mais personagens, narrativas paralelas, o filme perderia muito. Por este mesmo motivo, acho que as sensações são bem trabalhadas (mas não tão bem exploradas quanto poderiam, principalmente em termos artísticos) em diálogo com o espectador. É fácil simpatizar, eles são simples e ao mesmo tempo um pouco distantes, o bastante para nos contentarmos com um final em aberto. Cinema redondo; feel good.
Avaliação final: ★★★
0 comentários | topoDjango Livre
written on segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013 @ 11:55 ✈
Direção: Quentin Tarantino Elenco: Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, Christoph Waltz, Jamie Foxx, Kerry Washington... Produção: Reginald Hudlin, Pilar Savone, Stacey Sher, Harvey Weinstein Roteiro: Quentin Tarantino Fotografia: Robert Richardson Trilha Sonora: Mary Ramos Ano: 2012 País: EUA Gênero: Faroeste/Ação Uau. Não tenho muito mais do que isso para dizer, sinceramente. Django Livre entrou, com toda a certeza, para a minha lista de filmes favoritos. Mais uma vez Quentin Tarantino acerta em cheio com um de seus característicos filmes arriscados. Desta vez a trama gira em torno das aventuras de Django, um ex-escravo libertado por um caçador de recompensas alemão, Dr. King Schultz. Os dois embarcam em uma jornada cheia de obstáculos para matar mal feitores e libertar Broomhilde, a esposa escravizada de Django. A história em si não seria das mais atraentes para mim, mas são os toques pessoais do diretor que a tornam realmente especial. O que me chamou a atenção foi a irônia (típica de Tarantino) muito bem inserida à partir de diferentes recursos. Desde os exageros visuais óbvios, diálogos absurdos, letreiros toscos, até o característico close-up acentuado por um efeito sonoro de suspense. O filme todo foi muito bem pensado, e melhor, muito bem executado. Além de um elenco excelente, a trilha sonora não deixou a desejar, e posso até dizer que foi meu aspécto favorito no longa. As faixas selecionadas foram manipuladas em função do humor ironizado, misturando cenas de faroeste do século XXI com RAPs super atuais. Por fim, fiquei muito mais do que satisfeita com Django Livre! Segue o trailer para quem se interessar: Avaliação final: ★★★★★ 3 comentários | topoContágio
written on domingo, 13 de janeiro de 2013 @ 12:20 ✈
Direção: Steven Soderbergh Elenco: Marion Cotillard, Bryan Cranston, Matt Damon, Laurence Fishburne, Jude Law, Gwyneth Paltrow, Kate Winslet, e Jennifer Ehle Produção: Gregory Jacobs, Michael Shamberg, Stacey Sher Roteiro: Scott Z. Burns Fotografia: Steven Soderbergh Trilha Sonora: Cliff Martinez Ano: 2011 País: EUA/ Emirados Árabes Gênero: Ação Eu assisti "Contágio" em uma tarde chuvosa regada a chá, chocolates e conversas jogadas fora num sofá confortável. Dito isso, acho que seria quase impossível ter uma experiência ruim. Por outro lado, considerando que não sou a maior fã de filmes de ação, acredito que meu julgamento não tenha sido muito abalado. Seguindo à risca a linha dos filmes de ação atuais, Soderbergh tenta mostrar o que aconteceria se uma vírus mortal alastrasse rapidamente pelo mundo, sem nenhuma explicação. A epidemia teria potencial para exterminar toda a humanidade, e o governo e população tentam lutar contra o tempo e achar uma forma de combate-la. Por mais que o enredo sugira algo extremamente aflitivo e tenso, eu, sinceramente, achei a história um pouco cansativa e sem nenhum apego emocional. Confesso que depois de um tempo já não lembrava o nome de nenhum personagem, e estava preparada para ver alguma outra coisa mais interessante. Apesar de tudo, não posso negar que o filme é bem feito. A produção é ótima, a atuação é muito boa e como um todo eu achei ok. Por fim, acredito que a idéia toda do filme um pouco apelativa pro patriotismo americano, mas até aí a maioria dos filmes hollywoodianos contemporâneos também são. Avaliação final: ★★ 2 comentários | topoParis - Manhatan
written on segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 @ 18:34 ✈
Direção: Sophie Lellouche Elenco: Alice Taglioni, Patrick Bruel, Marine Delterme... Produção: Philippe Rousselet Roteiro: Sophie Lellouche Fotografia: Laurent Machuel Trilha Sonora: Jean-Michel Bernard Ano: 2012 País: França Gênero: Comédia Romântica "Ah, água com açúcar." foi o que eu respondi quando me perguntaram o que achei desta homenagem à Woddy Allen, e acho que não poderia ter descrito melhor. Posso dizer que entrei na sala de cinema sem esperar muito e, relamente, o filme cumpriu com as minhas expectativas. Desde o começo, me incomodou um pouquinho a forma como o tempo de cada cena foi distribuido ao longo da trama: os acontecimentos começaram passando de forma rápida, em cenas curtas, e depois foram gradualmente desacelerando, até ganhar um ritmo uniforme. Talvez reparar nisso seja uma coisa minha, mas acredito que a parte incial do filme poderia ter sido arranjada de outra forma. Quanto a história, compreende a típica estrutura da comédia romântica contemporânea: um triângulo amoroso e conflitos familiares. Nada que já não tenhamos visto antes. A "diferença" aqui seria a obsessão da personagem principal, Alice, pelo cineasta Woody Allen. Na história, Alice conversa com um poster de parede em que seu ídolo está estampado, pedindo conselhos e, mais do que isso, apoiando suas decisões pessoais nos roteiros de seus filmes. Sim, o fato de se passar em Paris acaba ajudando no visual, entretanto, achei a fotografia bem comum, nada de especial. Por fim, avaliei "Paris - Manhatan" como um filme fraco. Não é terrível, mas também não é ótimo. Minhas críticas vão para o roteiro, edição e continuidade (reparem na cena do beijo final). Para quem quer alguma coisa para passar o tempo, sem ter que pensar muito, pode até ser uma boa, mas acho que o filme não tem nada a acrescentar. Aí vai o trailer: Avaliação final: ★★ 3 comentários | topo |